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O Di Alma honrando o objetivo de ajudar todas as pessoas em extremo estado de vulnerabilidade esteve no dia 01.05.18 no largo do Paissandu levando alimentos, roupas e fraldas para a famílias que foram vítimas do incêndio e da queda do Edifício Wilton Paes de Almeida.

 

O morador que desapareceu em meio ao desabamento e às chamas do edifício Wilton Paes de Almeida se chama Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, de 39 anos. O R7 conseguiu a confirmação da identidade e das fotos por meio de documentos de Ricardo Pinheiro, depoimentos de amigos e familiares e o testemunho do sargento Diego Pereira da Silva Santos, do Corpo de Bombeiros, que tentava resgatar o morador segundos antes da queda.

À produtora da RecordTV Marcella Larocca, o sargento disse acreditar que, tanto pelas tatuagens como pelo olhar, Ricardo se trata da única vítima oficialmente considerada desaparecida na tragédia do Largo do Paissandu.

“Estava muito escuro, mas é quase impossível esquecer este olhar”, disse o sargento Diego.

Ricardo acabou ficando preso dentro do prédio em chamas em uma das muitas vezes que entrou para ajudar a resgatar vizinhos. Em uma das vezes, foi visto carregando quatro crianças.

Segundo o auxiliar de limpeza Cosme Alexo da Silva, 53 anos, que mora em uma ocupação vizinha, Ricardo teria ido do 7º para o 8º andar para ajudar duas crianças gêmeas e a mãe delas, uma coletora de material reciclável identificada como Selma. Moradores acreditam que a mulher e as crianças também estão no meio dos escombros.

Rauan Costa Neto, que mora em outro edifício próximo do que desabou, conhecia Ricardo, mas não soube dizer seu sobrenome.

 “Eu espero que agora que divulgou quem ele é, a família apareça”, disse Rauan.

Ricardo teria uma irmã que trabalha em uma lanchonete no Centro, mas ainda não foi localizada. Ele também teria 7 filhos — 6 meninas e 1 menino.

“Eu conhecia ele porque a gente trabalhava junto. Fazia carga e descarga de contêiner, com coisas da China, bolsa, brinquedo, essas coisas”, conta Rauan. “Segunda mesmo a gente descarregou um caminhão na 25 de março.”

De acordo com Cosme, Ricardo era “uma pessoa trabalhadora, que vivia de casa para o serviço, nunca via ele na ocupação”. O auxiliar de limpeza conta que a vítima do incêndio saía de casa no fim de tarde, buscava seu companheiro de trabalho na outra ocupação e ia para o serviço.

Pelas fotos em seu perfil no Instagram, Ricardo era um apaixonado por patins. São várias fotos e vídeos dele e amigos patinando. Em um dos posts, Ricardo aparece patinando dentro de um vagão do metrô. Ele cai, rindo muito, e vários amigos brincam com ele.

“Ele gostava muito de plantas. O apartamento dele era cheio de plantas. E de gatos”, contou Rauan.

Ricardo também gostava de fotografar paisagens, como do Parque do Ibirapuera e da janela do prédio que, tragicamente, desabou sobre ele segundos antes de o sargento Diego conseguir resgatá-lo.

Fonte: r7.com

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