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“Não vão porque não querem, então não podem reclamar”.

Esse pensamento é recorrente durante o diálogo sobre a população em situação de rua que não recorre aos abrigos mesmo nos dias em que se registram temperaturas baixíssimas nos termômetros.

De fato, ir para um abrigo não é o desejo de todos que dormem nas vias públicas. As razões variam de reclamações sobre a estrutura física das casas à dificuldade de adaptação às regras destes locais. Para algumas pessoas, a grande rotatividade e a impossibilidade de estar junto a seus companheiros e animais também influenciam na decisão de ir ou não para esses alojamentos.

Muitas vezes, a dificuldade de se adequar não é uma escolha: ter crescido sem um núcleo familiar ou nunca ter morado em residência fixa, por exemplo, torna mais complexa a vida em sociedade, como o trabalho, a escola ou mesmo os albergues em dias frios.

A compreensão de tais nuances é considerada essencial por Robson César Correia, fundador do Movimento Estadual das Pessoas em Situação de Rua em São Paulo, para evitar novas mortes.

“Tem casa tão péssima que o morador de rua prefere ficar no frio. Falta higiene, falta preparo dos funcionários, tem muito furto de pertences, apesar da existência dos maleiros, sem contar o medo de doenças quando há aglomeração”, enumerou Correia.

De acordo com a última atualização da Prefeitura de São Paulo, existem 102 pontos de acolhida, entre centros provisórios e fixos, com 9.963 vagas permanentes e 1.517 provisórias, oferecidas durante os dias mais frios. Um desses locais é a casa Arsenal da Esperança, no Brás, que abriga até 1.150 pessoas.

“Consideramos superlotada. Mas se a gente for exigir uma mudança nisso, todas essas pessoas [que lá estão] serão prejudicadas”, pondera Correia.

Correia, que mantém uma pequena sala no Anhangabaú, centro de São Paulo, como sede do movimento, é enfático ao lembrar que existe uma caracterização errônea da população de rua, o que dificulta a reivindicação por melhorias.

“Ousam dizer que o morador de rua não quer ir pro albergue porque lá não se pode tomar cachaça e usar droga, ou porque não querem tomar banho. Mas não é bem assim. Se o morador de rua não quisesse tomar banho, por exemplo, não brigaria com a fiscalização para fazer isso nos espaços públicos. Sem banheiro público, ele utiliza a calçada. Isso gera um atrito com a sociedade, que fala que ele está sujando a cidade, mas não lembra de falar da falta de políticas públicas também”, avaliou o militante.

Além do direito à autonomia que essas pessoas têm, um fator costuma ser escanteado pelas discussões sobre as regras e estruturas de abrigos urbanos: cada pessoa é disciplinada de forma diferente, conforme sua trajetória de vida, e isso faz com que alguns tenham mais ou menos capacidade de adaptação a regras.

Daiane Gasparetto, psicóloga e doutoranda da Universidade Federal do Pará (UFPA) e autora da dissertação “Corpos em situação de rua em Belém do Pará: os testemunhos da desfiliação social”, explica que, no cotidiano, as pessoas são inseridas em processos que as condicionam a se adequar a normas tanto de controle individual quanto coletivo.

“A obrigação de ir à escola é um desses processos. Trabalhar, seguir horários e regras de uma residência são outros. A população de rua passa por isso em âmbitos diferentes, como na disputa de territórios públicos –em geral, por meio da repressão. Não poder permanecer em determinadas praças ou obedecer à figura policial são exemplos”, define Daiane.

A pesquisadora explica que essa disciplina adquirida, ao mesmo tempo que pode conduzir o corpo à submissão às regras e obediência ao poder, também é considerada responsável pelas capacidades de produtividade social. Ou seja: os mais envolvidos nestas rotinas podem desenvolver maior aptidão com espaços regrados, como salas de aula, espaços de trabalho e, até mesmo, casas de acolhida. E quanto menos experiências de disciplina, maior é a chance de o sujeito perder os vínculos sociais.

“Todos nós temos direitos sociais, um lugar de cidadania que deveria ser garantido. Mas se você vive na rua, por exemplo, perde o direito de entrar em certos espaços, por razões como as suas vestes e a sua aparência. E isso é a desfiliação. Parte da cidade é negada a você”, argumenta a psicóloga.

 

 

Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2016/06/22/por-que-nem-todos-os-moradores-de-rua-querem-ir-para-albergues-no-frio/
Fotos: Luna Andrade

Nós do #DiAlma gostaríamos de agradecer a Rádio Cidadã FM, ao Programa Horizontes – movimentos sociais e confrontos políticos e ao Paulo Spina, que nos recebeu tão bem!!

Obrigado pela oportunidade de falarmos da história do Projeto Di Alma e de divulgarmos nossas ações.

Obrigado a todos que nos apoiam e estavam ligadinhos na rádio ontem.

Somos muito gratos a todos! 💙

Não conseguiu ouvir a entrevista??
Segue o link: https://youtu.be/U5RrJAeKVVM

 Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Prefeitura de São Paulo, oferece alguns serviços gratuitos como castração e vacinação.

Segue uma dica bacana para a castração gratuita, oferecida pela Prefeitura de São Paulo.

Muita gente não sabe, mas cada indivíduo tem direito à esterilização (castração) de até 10 animais. A CCZ destaca que o limite também leva em conta animais que tenham falecido.

Para a vacinação em si não é necessário apresentar documentos. Mas para entrar nas dependências do CCZ é preciso portar um documento de identificação.

Outras vacinas, como as polivalentes (V8 e V10 para cachorros, V3, V4 e V5 para gatos), que protegem de várias doenças ao mesmo tempo, não são oferecidas pelos serviços municipais. Isso porque, segundo CCZ, a vacina antirrábica é a única com “relevância epidemiológica para a saúde pública”.

Nesse link você encontra os locais onde é possível castrar pet’s gratuitamente: http://momcaesegatos.com.br/…/prefeitura-de-sao-paulo-ofer…/

 

Passava das 8h da fria manhã de terça e a fila era grande.
Sacos com 150 pães e garrafões com dez litros de café saem da igreja pelas mãos de voluntários, em 15 minutos, tudo terá acabado.

“O que eles fazem por nós aqui é muito bom. Nessa hora, muitos aqui estão sem nada no estômago”, disse Lucilene Souza dos Santos, 38, que vive nas ruas da região.

Quem entrega o pão é uma voluntária, que também costuma se vestir de Papai Noel e distribuir balas na zona sul todos os finais de ano.

“O café quem dá é a Cruz Vermelha. O pão [metade fresco e metade ‘dormido’] vem de uma padaria aqui perto”, disse ela, que faz doações como forma de pagar a promessa que fez depois de se curar de um câncer.

Ela afirma ser favorável à possibilidade de a distribuição do pão passar a acontecer em espaços protegidos de sol, chuva e vento.

“Quando chove, o povo se molha todo para poder comer. Dá dó”, disse.

Quem ajuda ela é um morador de rua. Há mais de dez anos na região da Sé, Natal Francisco de 55 anos come o pão -sem nenhum recheio- só depois de entregar para os demais colegas.

“Todo mundo pode ajudar um pouco. Muitos aqui precisam desse pão”, disse ele.

A distribuição ocorre pouco tempo depois da limpeza diária da Sé e do Pateo do Collegio, onde estão duas das maiores concentrações de moradores de rua do centro.

Às 5h30, um caminhão-pipa chega à Sé para fazer a lavagem da área.  Mesmo diante dos jatos, os moradores continuam dormindo em suas barracas ou sobre o piso sem nenhuma proteção.

Os funcionários da empresa que faz a limpeza dizem que os jatos nunca são disparados em direção às pessoas e suas moradias improvisadas. Já quem vive nas ruas reclama que há desrespeito porque os objetos deles sempre acabam molhados.

Tanto na Sé como no Pateo do Collegio é possível ver recipientes e restos de comida, que também são recolhidos pelos servidores.

“A gente que vive aqui recolhe tudo e separa em caixas toda a sujeira. O pessoal da prefeitura chega e só recolhe. Mas tem gente que pega a marmita e abandona por aí. A gente não concorda com isso, isso é coisa de porco”, disse o desempregado Tiago Barcelos, 34, que vive no Pateo.

À NOITE

Iluminados pelos lustres entre as palmeiras que adornam a igreja, cerca de 500 pessoas fazem nova fila, agora à espera da “marmita da igreja”. É como são chamadas as refeições distribuídas semanalmente pela Igreja Universal do Reino de Deus no marco zero da cidade.

A fila começa a se formar às 19h30, cerca de uma hora antes da chegada das vans que trazem, além da comida, os voluntários da igreja e equipamentos necessários para montar a estrutura para o jantar a céu aberto, sempre precedido de um culto.

Sentados em cadeiras de plástico, eles escutam as palavras do pastor Alessandro Rogério. “É gente que já perdeu tudo. A gente traz a palavra e a comida”, disse.

Após a última citação bíblica do sermão, centenas de sem-teto deixam as cadeiras e correm em direção às mesas onde estão 800 marmitex (arroz, feijão e carne) e café.

Cada um que pega sua refeição corre para vários cantos da praça. Matam a fome ali mesmo, muitos deles de pé, apoiando a comida aos pés da estátua do Apóstolo Paulo. Depois, se espalham novamente, pouco antes de os voluntários recolherem os restos deixados. “Amanhã é sopa”, avisa um sem-teto.

 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/08/1908663-cafe-do-padre-e-marmita-da-igreja-atraem-filas-de-dia-e-de-noite-na-se.shtml

Fotos do site: Luna Andrade.

Se você tem a chance de fazer o bem, então o faça