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Perto da hora do almoço, um senhor vasculha uma lixeira na Avenida Paulista e encontra um copo de uma lanchonete fast food ainda com resto de refrigerante, é a primeira refeição do dia.
Em Santo Amaro, na zona sul paulistana, uma mulher recolhe o colchão em que dormia sob um viaduto e sai apressada: está atrasada para a Igreja. Papelões, carroças e barracos forram calçadas de todas as regiões de São Paulo, cada dia mais. Comprovado por números, o aumento de moradores de rua na cidade, em especial fora do centro, está estampado em praças, jardins, esquinas, marquises e pontes.

Dados oficiais indicam que 15.905 pessoas pernoitam na rua ou em albergues da capital – uma população superior à de 61% das cidades no Brasil, de acordo com último censo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Para chegar até aí, a população de rua cresceu em ritmo acelerado, de 4,1% ao ano, enquanto a taxa da cidade foi de 0,7%.
Em 2000, início da série histórica, eram 8.706 moradores de rua.

 

 

Fonte: http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,populacao-de-rua-dobra-desde-2000-e-se-espalha-pela-cidade-de-sao-paulo,70001846495

Fotos: Luna Andrade

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