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Ontem, 26.08, fizemos nossa nona ação do ano, com mais uma entrega de café da manhã para nossos amigos do Ceagesp – Pinheiros.

Como sempre levemos sanduíches, café, suco, kit de higiene, água e ração para cães e gatos.

Entretanto, esse mês inovamos e distribuímos vários livros que nossos amigos adoraram.

Vejam a nossa galeria de fotos: Galeria Di Manhã – Agosto/18

O MPSP obteve, na noite de terça (31/7), no tribunal do Júri de Guarulhos, a condenação de dois homens que tentaram matar um morador de rua em março de 2017. Todos eles viviam na região central da cidade e acabaram se desentendendo. Os acusados e um terceiro indivíduo ainda não identificado armados com barras de ferro e de caibros de madeira partiram  para cima do ofendido para espancá-lo.
A vítima correu por dois quarteirões, mas acabou sendo alcançada pelos homens. Após ter sido atingida por várias vezes, o morador de rua acabou caindo e continuou sendo golpeado pelos três. Após ter ficado prostrado, os agressores pararam de bater e saíram andando normalmente.
Instantes depois, dois deles foram presos e identificados pela Guarda Municipal que acompanhou parte da agressão por intermédio de uma câmera de vigilância que monitora a região. O terceiro agressor tomou rumo diverso e não foi mais localizado.
No júri, os réus sustentaram que não quiseram matar a vítima e que teriam agido para se defender, uma vez que o ofendido teria puxado uma faca para eles.
O promotor do caso, Rodrigo Merli Antunes, refutou todas as teses da defesa e obteve a condenação dos réus por tentativa de homicídio duplamente qualificada (com meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima). Santiago Romulo de Oliveira Prata, por ser multirreincidente, foi condenado a 18 anos de reclusão. Já Michael Pena da Silva, que era primário, foi condenado a 10 anos e 08 meses de prisão. Os dois já estavam presos.
Segundo o promotor, a exibição aos jurados dos objetos utilizados no espancamento foi decisiva para a demonstração da vontade de matar dos agentes. Matérias televisivas exibidas ao júri corroboraram a versão do MPSP.

Fonte: Ministério Público de São Paulo

Um morador de rua de Santos, no litoral de São Paulo, bombou na web após passar por um ‘dia de beleza’ nas mãos de um cabeleireiro da cidade. Uma das imagens, com o ‘antes e depois’ do rapaz, acabou viralizando, já que a aparência do homem foi completamente transformada.

A iniciativa partiu de Alex Gomes da Silva, de 42 anos. Nascido e criado em Santos, o barbeiro se dedica há pelo menos 15 anos em doar tanto o serviço de corte de cabelo quanto a distribuição de sopa a moradores de rua.

Na tarde desta terça-feira (31), porém, Gomes decidiu atender a um pedido de uma amiga, que costuma entregar almoço para o morador de rua registrado no cruzamento das avenidas Washington Luís com Francisco Glicério, no bairro Gonzaga.

“Sabemos que o nome dele é Jovino, e que ele costuma dormir em um albergue aqui da cidade. Já o conhecemos por ele ser fechado, mas foi um dos moradores de rua mais gratificantes de atender”, contou ele ao G1.

O registro feito pela esposa, que também o ajuda nos cortes, ganhou as redes sociais. “Ele não fala, só se expressa por gestos. Mas, aos poucos, foi ganhando confiança e abriu um sorriso quando viu o antes e o depois dele. Isso não tem dinheiro que pague”, conta.

Quando não está se dedicando a ajudar outras pessoas, Gomes atua em seu salão de cabeleireiro, onde também dá aulas de barbearia. Os alunos também participam do projeto, intitulado “Equipe Mãos de Tesoura”.

“Não é só aprender [a cortar cabelo], e sim, ajudar. Fazemos um trabalho bonito, que gera um choque de realidade. Costumamos conversar, perguntar o nome, se têm família, o que fez com que eles fossem para as ruas. Muitos não dizem. Mas, geralmente, é a única conversa que eles têm”, diz.

Recordação da infância

A iniciativa de oferecer sopa e corte de cabelo a moradores de rua nasceu graças a uma lembrança da infância. Gomes conta que, quando pequeno, ao lado da mãe e de seus cinco irmãos, chegou a passar necessidades.

“Para que a gente não passasse fome, nossa mãe nos levava a albergues, onde tomávamos sopa ou comíamos a comida do dia. Anos depois, graças a Deus, tive a oportunidade de servir àqueles com quem já me sentei”, relembra.

Gomes perdeu a mãe há um ano. “Queria que ela visse isso tudo”, diz ele que, quinzenalmente, ao lado da esposa, Jéssica Daval, e dos alunos de barbearia, distribui a boa ação desde o cruzamento onde encontrou Jovino até a região próxima ao Mercado Municipal, no Macuco.

“Minha esposa fica no carro, onde colocamos as panelas de sopa, e posicionamos cinco cadeiras ao lado do carro, na calçada, onde cortamos o cabelo e servimos a comida. São 300 sopas, 300 pães e 300 sucos, além de cobertores. Preparo tudo em casa”, conta.

Para financiar o projeto, Gomes arca com recursos do próprio bolso, já que nem sempre donos de comércios e outras pessoas aceitam ajudar. “Peço nas redes sociais, mas costumo tirar do bolso. Hoje, tenho a ajuda de um amigo, mas é um trabalho grande”, explica.

Mesmo nobre, ele lamenta que a iniciativa seja vista com maus olhos por algumas pessoas. “Muitos reclamam que estamos ajudando vagabundos. Tem que dar, doar, de coração”, justifica. “Conforme você planta, vai enraizando o bem”, finaliza.

Fonte: G1

Se você tem a chance de fazer o bem, então o faça