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Este ano o DiAlma decidiu fazer duas entregas no Natal.

A primeira será no dia 16.12, onde levaremos o Papai Noel para entregar presentes e doces para as crianças do Viaduto Alcantara Machado.

A segunda será no dia 23.12, onde levaremos a ceia – pernil, arroz e farofa – panetone, refrigerante e kit de higiene para as pessoas em situação de rua no Centro de Osasco/SP.

Venha fazer o Natal mais feliz com a gente.

 

Hoje o Di Alma realizou o Natal Di Criança. Nossos pequenos amigos ficaram encantados com o Papai Noel que levou brinquedos e doces na zona leste de São Paulo.

Obrigado a todos que colaboram, seja doando os brinquedos, seja os doces e todos os voluntários que doaram o seu tempo para preparação e entrega para as crianças.

Contamos com vocês no ano que vem.

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Domingo que vem tem mais.

Hoje teve mais uma ação do Di Alma.

Levamos café da manhã e kit de higiene para nossos amigos do Metro Marechal Deodoro.

Fizemos muitos amigos nesta entrega, pessoas muito boas que estão provisoriamente passando por um momento de dificuldade.

Nós fazemos muito pouco, mas vê-los sorrindo enche o nosso coração de alegria.

Obrigado a todos que participaram e colaboraram com o último Di Manhã do ano, que venham as entregas de Natal.

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ADOTADOS – Gatinhos para adoção

Amigos esses filhotes foram encontrado no lixo, em um saco fechado para morrer. Eles têm aproximadamente 20 dias e são machos e fêmeas. Caso alguém tenha interesse em adotá-los, entre em contato pelo whatsap do DiAlma.

 

Durante uma semana, a reportagem da Folha ouviu histórias de quem vive nas ruas da capital

 

Em paradas de ônibus, nas escadarias dos viadutos que atravessam a avenida Nove de Julho, nos viadutos de bairros residenciais e debaixo do Minhocão, nos arredores da estação da Luz, pelas ruas que levam à avenida Paulista, nas vielas do Anhangabaú, nas praças ou no Pátio do Colégio, coração do centro da cidade.

A paisagem de São Paulo esconde vários sujeitos enrolados em cobertores, debaixo de casas improvisadas com pedaços de madeira, plásticos ou papelão. Os pedestres que passam por eles, acelerados, não prestam atenção. Só notam o volume na calçada se atrapalha o tráfego.

O número de pessoas em situação de rua na capital paulista cresceu 25% nos últimos três anos, de acordo com a estimativa da prefeitura municipal. O levantamento anterior, publicado em 2015, apontava 15,9 mil pessoas vivendo nas ruas. Hoje, calcula-se que o número chegue a 20 mil. Por isso, o próximo censo, previsto para 2020, foi antecipado para o ano que vem.

Durante uma semana, a reportagem da Folha percorreu diversos pontos da cidade para ouvir as histórias de algumas dessas pessoas invisíveis.

‘Nas ruas, eu sofro por amor e por outras coisas também’

Perseguida pelo ex-marido, Joelma está apaixonada por outro homem

Não passava de meio-dia quando um homem tentou ir com Joelma, 40, a um hotel. Ele havia prometido levá-la a um lugar onde ela pudesse tomar banho. No caminho, disse que queria “fazer sexo a noite inteira”. Ela o rejeitou e voltou sozinha ao ponto em que havia passado a noite, nas escadas do monumento do Pátio do Colégio, no centro.

Chegou trêmula e sem fôlego, mas não soube dizer por que tremia. Um homem que havia dormido próximo ao ponto disse que o tremor era efeito de abstinência do álcool. Ela contou que realmente bebe muito para aguentar a vida nas ruas da cidade, em que teme ser vítima de estupro.

Joelma explica que veio de Santos há dez anos fazer um curso de roteiro, que não chegou a realizar. Ela dorme na rua há um mês, por querer distância do ex-marido, agressivo, e, segundo ela, por não encontrar vaga em abrigos. Prefere o Centro porque avalia que recebe mais doações de alimentos.

Não é qualquer lugar em que ela pernoita, porém: na noite anterior, tinha planos de dormir na avenida Dom Pedro I, também no centro. Foi abordada por outro homem em busca de sexo, então decidiu mudar de ponto.

Não foi o único homem de quem fugiu. Segundo ela, o ex vive em um quartinho no bairro Santa Cecília e às vezes a vê pela rua. Faz um escândalo, puxa-a pelo braço e pelo cabelo. Ela não gosta mais dele, e não pretende retomar o relacionamento.

Joelma não tem namorado, mas explica que outras mulheres em situação de rua que conhece procuram um parceiro para protegê-las. Ela está apaixonada por um homem que promete levá-la para longe -sorri quando fala dele, mas diz sofrer.

Sofrer por amor?

“Sim, mas por outras coisas também.”

‘Se alguém me oferecesse uma cura, aceitaria na hora’

Nas ruas desde os 15 anos, Jonas conta os dias longe do crack

Embaixo do Elevado Presidente João Goulart, uma Bíblia repousa, aberta, sobre uma mala de rodinhas. Seu dono, Jonas Aparecido Dias, 29, diz não ser religioso, mas foi três vezes à Igreja Universal do Reino de Deus nos últimos meses. Em todas, sentiu que os fiéis o olhavam torto, mas não ligou. “Deus disse: ‘Vinde a mim como estais’. Foi o que fiz.”

Jonas está há cerca de um ano na rua. Ele vai e volta, porém, desde os 15, quando começou a usar drogas. Na época, saía de casa por um ou dois dias, em geral depois de brigar com o pai. À medida em que o vício se intensificava, passava cada vez mais tempo longe de Taquacetuba, em São Bernardo do Campo, onde nasceu.

Começou a praticar pequenos furtos: quebrava o vidro dos carros para roubar os aparelhos de GPS, arrombava comércios. Acabou preso em 2010. Na cadeia, conseguiu se afastar do crack. “Lá dentro só tem pó e maconha.” Saiu cinco anos depois, diretamente para as ruas.

Há dez dias, Jonas descobriu que o pai tinha morrido de febre amarela. Conta os dias longe das drogas desde então. “Quero sair. Se alguém me oferecesse uma cura, aceitaria na hora”, diz.

O objetivo é reencontrar-se com a mãe, Angelina, empregada doméstica em uma residência no Itaim. “O que eu tinha em casa, muita gente queria ter”, diz Jonas. Angelina chegou a pagar sete meses de internação para o filho em uma clínica de reabilitação. Ele fugiu do lugar, mas hoje se arrepende.

O versículo citado por Jonas não existe na Bíblia, embora seja muito popular na comunidade evangélica. A passagem original, Mateus 11:28, diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”.

‘Não quero que meus filhos me vejam deste jeito’

Usuária de drogas e mãe de oito, Jaqueline está há dois anos longe de casa

Jaqueline Rodrigues Borges, 41, não vê os filhos há dois anos. Quatro meninos e quatro meninas, eles estão aos cuidados da sogra, na zona leste da cidade. Ela mantém contato por telefone, mas prefere não visitá-los. “Não quero que me vejam deste jeito”, diz.

É ao caçula de cinco anos que Jaque, como gosta de ser chamada, destina o Bolsa Família que recebe mensalmente. “Não estou lá, né? Tenho que ajudar”, afirma.

Já o benefício do atual companheiro, Careca, é todo gasto com drogas. “Crack, maconha, farinha, álcool”, lista. O casal divide uma garrafa de cachaça enquanto conversa com a reportagem.

Os dois se conheceram na rua há um ano. “Pedi um cantinho na chuva. Só quando acordei vi o tamanho desse nariz”, brinca Jaque, apontando para o nariz de Careca. Apesar do afeto, há uma razão pragmática por trás da união. “Quando tem homem acompanhando, os outros nem chegam perto”, diz.

Para sobreviverem, pedem dinheiro na rua e limpam a carrocinha de um pipoqueiro. O serviço lhes rende cerca de R$ 15 por semana. Quando a situação aperta, diz Jaque, roubam um ou outro item do supermercado.

Também costumam ganhar sobras de um açougue próximo, assadas em uma churrasqueira improvisada debaixo do Elevado Presidente João Goulart. É lá, protegidos da chuva, que dormem.

Jaque abortou duas vezes nos últimos meses. Por causa de um mioma, tumor benigno que cria uma massa no útero, parece estar grávida de novo. Além disso, desenvolveu uma hérnia. Está na fila do SUS para operar.

A família já tentou interná-la em uma clínica de reabilitação, mas ela fugiu. “Eles te deixam xarope, te enchem de remédio. Não dá”, diz.

Fonte: Folha de São Paulo

Ontem foi dia de ação do DiAlma.

Distribuímos presentes para todas as crianças da comunidade do Campão – Jabaquara.

Além dos brinquedos, foram distribuídos livros, doces, suco, pipoca e algodão doces.

As crianças amaram.

Rolou até um teatrinho, o qual já está na nossa página do Di Alma no youtube:https://www.youtube.com/watch?v=d2WBqVtCfpo

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Ontem o DiAlma realizou a entrega de almoço para as pessoas em situação de rua na área do metrô Armênia.

Levamos macarrão com molho de carne, doce, suco, kit de higiene e livros, os quais eles adoram.

Foi uma ação linda, que não poderia ter sido realizada se não fosse a colaboração de todos os voluntários e doadores do nosso trabalho.

Agradecemos novamente a colaboração de todos.

Curtam as nossas fotos: Galeria de Fotos: Di Almoço – Setembro 2018.

Na manhã desta sexta-feira 14 cerca de 20 homens da Guarda Civil Metropolitana (GCM) invadiram, de forma truculenta, o Centro Comunitário São Martinho de Lima, na Mooca, zona leste de São Paulo. Segundo testemunhas, o tumulto começou ainda na rua, quando guardas tentaram recolher os pertences de um grupo de moradores de rua. Chovia forte no momento da ação.

O padre Júlio Lancellotti, membro da Pastoral Povo da Rua, foi chamado quando o tumulto aumentou e os guardas começaram a agir com violência. Segundo o padre, os guardas o reconheceram, referindo-se a ele como “padre de merda”.

“O reforço da GCM veio com bala de borracha, bomba de gás e pistola de choque para o confronto com o povo de rua”, informou padre Júlio, com a voz abatida. “Eles bateram com cassetete, deram socos e cuspiram, inclusive em mim”.

Assustados, algumas vítimas reagiram com pedras e outros fugiram para o Centro São Martinho, uma organização católica que acolhe diariamente pessoas em situação de rua. “Tentei conversar para impedir que invadissem, mas não funcionou”, contou Lancellotti.

Segundo ele, o confronto foi violento e a GCM invadiu direcionando gás de pimenta aos funcionários e às pessoas acolhidas pela instituição. “Entraram na cozinha e no banheiro, onde estavam as mulheres que ficaram assustadas. Eles foram muito agressivos e houve um confronto muito forte”, explicou.

O gerente administrativo da São Martinho, Emerson Ricardo Ferreira, não estava no local quando o confronto ocorreu, mas conversou com testemunhas e vítimas. Segundo ele, em 28 anos de funcionamento da instituição algo dessa gravidade nunca havia ocorrido.

“Não posso falar sobre o que ocorreu na rua, mas a truculência aqui dentro partiu apenas da GCM. Todos tentaram apaziguar a briga, menos a GCM. Eles entraram com escudos e armas, não houve qualquer tipo de diálogo”, contou Emerson, que também assistiu às gravações. Segundo ele, no momento do ocorrido, havia aproximadamente 30 funcionários e 400 pessoas em situação de rua acolhidas, dentre elas jovens, crianças e mulheres.

Ambos os entrevistados ainda tentam entender o que motivou uma invasão tão violenta. O padre acredita que os guardas tinham como alvo um rapaz que estava entre o grupo que foi agredido ainda na rua.

Segundo Emerson, o Centro São Martinho publicará uma nota de repúdio e fará um boletim de ocorrência. Lancellotti também informou que o Ministério Público entrou em contato, pediu as gravações e um promotor foi contatado. Segundo o padre, o Coronel José Roberto, da Prefeitura de São Paulo também foi informado e alegou que há feridos em ambas as partes.

Já é uma prática conhecida da Prefeitura a retirada de cobertores, roupas, papelões e barracas da população em situação de rua, que necessita desses pertences para se proteger do frio.

Padre Júlio relatou que as ações truculentas por parte da GCM tem sido frequentes em toda a cidade. “Hoje a gente sofreu o que os irmãos de rua sofrem todos os dias: pancadaria, xingamentos e a tomada de pertences”, contou Emerson.

Procurada por CartaCapital, a Guarda Civil Metropolitana não respondeu até o momento da publicação desta matéria.

#Aovivo Entrevista com Padre Julio Júlio Renato Lancellotti

Posted by Adriano Diogo 13222 on Friday, September 14, 2018

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