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Nós do #DiAlma gostaríamos de agradecer a Rádio Cidadã FM, ao Programa Horizontes – movimentos sociais e confrontos políticos e ao Paulo Spina, que nos recebeu tão bem!!

Obrigado pela oportunidade de falarmos da história do Projeto Di Alma e de divulgarmos nossas ações.

Obrigado a todos que nos apoiam e estavam ligadinhos na rádio ontem.

Somos muito gratos a todos! 💙

Não conseguiu ouvir a entrevista??
Segue o link: https://youtu.be/U5RrJAeKVVM

 Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Prefeitura de São Paulo, oferece alguns serviços gratuitos como castração e vacinação.

Segue uma dica bacana para a castração gratuita, oferecida pela Prefeitura de São Paulo.

Muita gente não sabe, mas cada indivíduo tem direito à esterilização (castração) de até 10 animais. A CCZ destaca que o limite também leva em conta animais que tenham falecido.

Para a vacinação em si não é necessário apresentar documentos. Mas para entrar nas dependências do CCZ é preciso portar um documento de identificação.

Outras vacinas, como as polivalentes (V8 e V10 para cachorros, V3, V4 e V5 para gatos), que protegem de várias doenças ao mesmo tempo, não são oferecidas pelos serviços municipais. Isso porque, segundo CCZ, a vacina antirrábica é a única com “relevância epidemiológica para a saúde pública”.

Nesse link você encontra os locais onde é possível castrar pet’s gratuitamente: http://momcaesegatos.com.br/…/prefeitura-de-sao-paulo-ofer…/

 

Passava das 8h da fria manhã de terça e a fila era grande.
Sacos com 150 pães e garrafões com dez litros de café saem da igreja pelas mãos de voluntários, em 15 minutos, tudo terá acabado.

“O que eles fazem por nós aqui é muito bom. Nessa hora, muitos aqui estão sem nada no estômago”, disse Lucilene Souza dos Santos, 38, que vive nas ruas da região.

Quem entrega o pão é uma voluntária, que também costuma se vestir de Papai Noel e distribuir balas na zona sul todos os finais de ano.

“O café quem dá é a Cruz Vermelha. O pão [metade fresco e metade ‘dormido’] vem de uma padaria aqui perto”, disse ela, que faz doações como forma de pagar a promessa que fez depois de se curar de um câncer.

Ela afirma ser favorável à possibilidade de a distribuição do pão passar a acontecer em espaços protegidos de sol, chuva e vento.

“Quando chove, o povo se molha todo para poder comer. Dá dó”, disse.

Quem ajuda ela é um morador de rua. Há mais de dez anos na região da Sé, Natal Francisco de 55 anos come o pão -sem nenhum recheio- só depois de entregar para os demais colegas.

“Todo mundo pode ajudar um pouco. Muitos aqui precisam desse pão”, disse ele.

A distribuição ocorre pouco tempo depois da limpeza diária da Sé e do Pateo do Collegio, onde estão duas das maiores concentrações de moradores de rua do centro.

Às 5h30, um caminhão-pipa chega à Sé para fazer a lavagem da área.  Mesmo diante dos jatos, os moradores continuam dormindo em suas barracas ou sobre o piso sem nenhuma proteção.

Os funcionários da empresa que faz a limpeza dizem que os jatos nunca são disparados em direção às pessoas e suas moradias improvisadas. Já quem vive nas ruas reclama que há desrespeito porque os objetos deles sempre acabam molhados.

Tanto na Sé como no Pateo do Collegio é possível ver recipientes e restos de comida, que também são recolhidos pelos servidores.

“A gente que vive aqui recolhe tudo e separa em caixas toda a sujeira. O pessoal da prefeitura chega e só recolhe. Mas tem gente que pega a marmita e abandona por aí. A gente não concorda com isso, isso é coisa de porco”, disse o desempregado Tiago Barcelos, 34, que vive no Pateo.

À NOITE

Iluminados pelos lustres entre as palmeiras que adornam a igreja, cerca de 500 pessoas fazem nova fila, agora à espera da “marmita da igreja”. É como são chamadas as refeições distribuídas semanalmente pela Igreja Universal do Reino de Deus no marco zero da cidade.

A fila começa a se formar às 19h30, cerca de uma hora antes da chegada das vans que trazem, além da comida, os voluntários da igreja e equipamentos necessários para montar a estrutura para o jantar a céu aberto, sempre precedido de um culto.

Sentados em cadeiras de plástico, eles escutam as palavras do pastor Alessandro Rogério. “É gente que já perdeu tudo. A gente traz a palavra e a comida”, disse.

Após a última citação bíblica do sermão, centenas de sem-teto deixam as cadeiras e correm em direção às mesas onde estão 800 marmitex (arroz, feijão e carne) e café.

Cada um que pega sua refeição corre para vários cantos da praça. Matam a fome ali mesmo, muitos deles de pé, apoiando a comida aos pés da estátua do Apóstolo Paulo. Depois, se espalham novamente, pouco antes de os voluntários recolherem os restos deixados. “Amanhã é sopa”, avisa um sem-teto.

 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/08/1908663-cafe-do-padre-e-marmita-da-igreja-atraem-filas-de-dia-e-de-noite-na-se.shtml

Fotos do site: Luna Andrade.

Perto da hora do almoço, um senhor vasculha uma lixeira na Avenida Paulista e encontra um copo de uma lanchonete fast food ainda com resto de refrigerante, é a primeira refeição do dia.
Em Santo Amaro, na zona sul paulistana, uma mulher recolhe o colchão em que dormia sob um viaduto e sai apressada: está atrasada para a Igreja. Papelões, carroças e barracos forram calçadas de todas as regiões de São Paulo, cada dia mais. Comprovado por números, o aumento de moradores de rua na cidade, em especial fora do centro, está estampado em praças, jardins, esquinas, marquises e pontes.

Dados oficiais indicam que 15.905 pessoas pernoitam na rua ou em albergues da capital – uma população superior à de 61% das cidades no Brasil, de acordo com último censo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Para chegar até aí, a população de rua cresceu em ritmo acelerado, de 4,1% ao ano, enquanto a taxa da cidade foi de 0,7%.
Em 2000, início da série histórica, eram 8.706 moradores de rua.

 

 

Fonte: http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,populacao-de-rua-dobra-desde-2000-e-se-espalha-pela-cidade-de-sao-paulo,70001846495

Fotos: Luna Andrade

Os cães são os melhores amigos do homem, mas o homem é o que do animal?
Alguns que tratam os animais como simples coisas, mas não podemos generalizar. Porém podemos dizer que os maus-tratos ficam mais evidentes a cada dia.

A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existam mais de 30 milhões de animais abandonados, entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Em cidades de grande porte, para cada cinco habitantes há um cachorro. Destes, 10% estão abandonados. No interior, em cidades menores, a situação não é muito diferente. Em muitos casos o numero chega a 1/4 da população humana.

Combater o problema é fundamental, mais importante ainda é não deixar que ele aconteça.
Sabemos que todos precisam ter direito a vida e nós humanos com certeza somos minoria perante aos demais habitantes da Terra. Por isso devemos respeito!

Talvez o homem seja o único ser que invada o território do outro, que agrida sem ser ameaçado, que abandona sem ter motivo, que maltrata sem justificativa e que tem a capacidade de racionalidade, mas não usa.

 

Fonte: anda.jusbrasil.com.br
Fotos: Luna Andrade

Com a chegada do inverno, a temperatura começa a cair mais nos próximos meses, e de acordo com informações do site Clima Tempo, a temperatura mínima esperada nestes meses é de 12°C.

A sensação de frio será maior nos próximos dias e nesta época, os moradores de rua são alguns dos que mais sofrem com a chegada do inverno e das temperaturas baixas.

Apesar dos abrigos muitos moradores de rua tentam driblar frio se juntando na hora de dormir, pois por diversos motivos não querem passar a noite por lá. Leva – los para os abrigos nem sempre é tarefa fácil.
A resistência é constante.  A rua acaba garantindo uma liberdade que muitas vezes, o serviço que propõe reorganizar a vida, a rotina de trabalho e o retorno a convivência social podem não estar nesse momento ainda. Então, é preciso voltar todos os dias e oferecer os serviços até conseguir a adesão.

 

 

 

No trânsito frenético de São Paulo, um carro chama a atenção em meio ao concreto cinzento. O colorido alegre reflete a personalidade carismática do dono. No volante, Sérgio da Silva Bispo segue um destino impressionante. Ele foi abandonado pelos pais, nunca frequentou a escola e já morou nas ruas. É um vitorioso. A frase na lataria do carro explica tudo: “Lixo não existe”. Bispo venceu na vida como catador.

O trajeto ele conhece nos calos da mão. É o mesmo caminho que fez durante dez anos puxando um carrinho. A realidade dele já foi mesmo bem mais pesada. Hoje, com o carro e muito planejamento, a coleta cresceu. Ou como ele gosta de falar, se profissionalizou.

“Não só faço a coleta seletiva, faço a gestão de resíduo. O resíduo que eu vou levar, vou pesar, vou mandar relatório. Resíduo que não for reciclável, eu vou encaminhar para dar o destino correto”

A primeira parada do dia é um restaurante, onde ele recolhe os resíduos duas vezes por semana. O chef de cozinha Antônio Carlos Galvão conta que a parceria é baseada na confiança.

Bispo orientou o descarte seletivo no restaurante. Ele explica que a comida não pode se misturar com garrafas, plástico ou papelão.

“Cada dia mais o resíduo vai melhorando a qualidade e o lixo não vai existindo. A ideia é nunca mais existir o lixo. Resíduo              é matéria-prima, lixo não existe”.

Na hora de pegar no pesado, Bispo não perde tempo. Em poucos minutos o depósito fica vazio. A kombosa, como ele chama o carro, é carregada para seguir até o próximo ponto de coleta.

“Hoje eu consigo ter uma kombosa, fazer a gestão e mostrar para a sociedade qual a importância do nosso trabalho”,                        afirma.

Existem cerca de 800 mil catadores no Brasil, uma profissão reconhecida pelo Ministério do Trabalho, mas que ainda sofre muito preconceito.

Felizmente, os catadores não recolhem só intolerância e hostilidade nas ruas. Muitas vezes, pelo caminho, vão juntando provas de amizade.

Fonte: http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2017/04/ex-morador-de-rua-vence-na-vida-como-catador-de-material-reciclavel.html

Eles protegem seus donos e muitas vezes são seus únicos amigos verdadeiros.  Entenda por que o apego e a ternura entre homem e cachorro são mais fortes nas ruas.
Para quem vive nas ruas, cuidar de um cão pode ter diversas funções: no caso de Samuel, seus companheiros guardam a praça onde dorme e ajudam diariamente na busca por comida.

Era tarde da noite, Samuel dormia em sua barraca montada em um canto de uma praça na região central de São Paulo. Do lado de fora, um homem percebeu que o lugar estava vulnerável e resolveu aproveitar a oportunidade: se esgueirou pela fresta da tenda de lona e, com uma faca na mão, gritou ameaças. Assustado e com sono, Samuel pouco poderia ter feito para evitar o delito. Mas seu companheiro estava em alerta. Costela é um dos quatro cães que vivem com o morador de rua e guardam a praça de madrugada. Ele percebeu logo que o estranho era mal-intencionado. Não apenas latiu e rosnou para o homem, como também avançou em seu braço. Ao expulsar o invasor, Costela fez bem mais do que simplesmente proteger seu território. Ele também possivelmente salvou a vida de seu dono.

A proteção é apenas uma das facetas da relação mantida entre aqueles que vivem nas ruas e seus animais. Além de guardarem seus donos dos perigos, os cães se mostram seus companheiros inseparáveis. São muitas vezes considerados por essas pessoas como o único ser vivo no qual podem confiar plenamente. Em troca de todo o carinho e amor que recebem, eles dedicam a seus amigos humanos um grau de lealdade que parece não ter limites.

Há cerca de quatro meses, Lobinha entrou no cio e atraiu à praça três machos, que acabaram ficando por lá. O Brisa é branco e preto, tem um quê de dálmata e, segundo o morador, é o “dono do pedaço”. Ele protege a Lobinha quando ela está no cio e, em troca, conquistou o privilégio de ser o único a cruzar com ela. E pelo visto tem dado conta do recado: a cadela já espera filhotes. Os outros são o Costela, seu maior protetor, um cão bege de pêlo mais longo que, de acordo com Samuel, tem mais sensibilidade para descobrir a maldade nas pessoas, e o Alemão, também bege, de pelagem curta e porte menor. Irreverente, Samuel ensinou até inglês aos seus cães: ao invés de chamá-los pelo clássico “vem”, ele usa “come on” e, quando quer que parem, diz “stop”.

No trato com a comida é que a intensidade da relação homem-animal nas ruas fica mais evidente. É comum um mendigo ganhar um pão e, mesmo com fome, dividi-lo com seu cachorro. Samuel conta que, em sua busca diária por algo para comer, seus quatro amigos o ajudam muito. “Eles me avisam qual saco de lixo tem comida, começam a cheirar e a latir”, diz.

Mesmo não sendo tão bem tratado pelos amigos de José Eduardo, o cachorro não retribui da mesma maneira. O morador, de 33 anos, mencionou um episódio envolvendo um de seus colegas no qual a participação de Jerônimo foi decisiva. “Um dia, um amigo estava dormindo em um lugar meio alto e caiu, ralou todo o rosto. Ele veio e latiu para me avisar”, relata. Ainda assim, o vínculo mais forte e fiel é com o dono. Segundo ele, além de guardar seus pertences, o cão é seu maior companheiro. “Se for andando daqui até o Japão, ele vai junto”, diz. Nas palavras de José, a relação entre os dois é de amor, carinho, afeto e confiança. O motivo de tamanho envolvimento, de acordo com o homem, é simples: “porque ele confia em mim”.

Ele afirma que seu cão é quem manda ali, basta pedir para “pegar” que ele avança, tanto em cachorros quanto em pessoas. Para demonstrar que não estava exagerando, gritou “pega” e, de imediato, o animal partiu para cima de Jerônimo. Antes que o outro pudesse se machucar, ordenou que parasse, e a resposta foi instantânea. Quando se vive nas ruas, ter um protetor leal, forte e obediente pode fazer toda a diferença.

O encontro dos dois aconteceu de forma inusitada há cerca de oito anos: o morador de rua andava com sua carroça por uma favela no bairro da Água Branca, próximo à Marginal Tietê, quando notou que a estrutura estava balançando. Quando foi checar, deu de cara com Jow comendo suas marmitas. Por incrível que pareça, não houve briga entre os dois, e desde então não se separaram. “Ele tem o mesmo nome que eu”, diz o homem, emocionado. “Esse cachorro é meu melhor amigo, ele me defende. É melhor que minha família”.

Fonte: http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,ERT335795-18071,00.html

Foto: Alexandre Severo/Ed. Globo


Em entrevista emocionante a CBN SP, Maria Eulina Hilsenbeck conta sua história, fundadora do Clube de Mães do Brasil.
Ela foi moradora de rua e comanda a ONG no Castelinho da rua Apa. O imóvel, que estava abandonado, foi restaurado e entregue nesta semana. Acompanhe a história de Maria Eulina.

 

CBN SP

Hoje o CBN SP recebe Maria Eulina Hilsenbeck, fundadora do Clube de Mães do Brasil. Ela foi moradora de rua e comanda a ONG no Castelinho da rua Apa. O imóvel, que estava abandonado, foi restaurado e entregue nesta semana. Acompanhe a história de Maria Eulina.

Posted by CBN on Saturday, April 8, 2017

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